Mídia e Poder
Quarta-feira, 26 Março 2008
Bem-vindos!!!!!!

Olá pessoal!! Sejam muito bem-vindos ao meu blog. Depois de outras três tentativas frustadas em outros provedores, me decidi por esse. Espero que gostem! Aqui vocês poderão conferir minhas impressões sobre o curso, andamento dos nossos queridos seminários e também textos, imagem e vídeos interessantes sobre MÍDIA E PODER. Fiquem a vontade para comentar!!!!
Escrito por Cibelli em Quarta-feira, 26 Março 2008
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Boa tarde pessoas!!

Para iniciar os trabalhos nesse blog, resolvi postar um artigo escrito por um dos meus jornalistas favoritos, Arnaldo Jabor. Esse texto foi publicado em xx/xx/xxxx, mas reflete bem o papel da imprensa atual e o poder dela sobre o telespectador. Espero que gostem.


Cibelli



Duas Vidas - Crônica de Arnaldo Jabor<br/>
"Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida?A julgar pelo espaço que a mídia dedica a esse tipo de formador (?????) de opinião, o Brasil virou um imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago, falou às páginas amarelas de Veja e deu aula magna de insensibilidade, egoísmo e sinceridade!

Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se diz sincera.. Ela não engana, revela-se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada, perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu pai já tinha morrido. Eu sustentava todo o mundo e não tinha poupança alguma."

Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste de mulher, a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil - admirável - surgiu em reportagem recente da Vejinha sobre os melhores médicos do Rio. Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos, largada num orfanato em Botafogo. Rosa chorou durante meses. "Toda a mulher de saia eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar, depois de um tempo desisti...".

Voltemos a Adriane. Ela é rica, bem sucedida, e "nem na metade da escada ainda". A escada, boa imagem para alguém que - como uma Scarlet O'Hara de tempos neoliberais - resolveu que nunca mais vai passar fome. Até aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total insensibilidade. Pergunta a repórter a Adriane se ela faria algo para o bem do outro:

Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar sem cobrar, dar sem pedir não existe. Depois, você acaba jogando isso na cara do outro. Você nunca cede então? Cedo, claro que cedo. Já cedi em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol de linho e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá pra ceder...

Rosa Célia fez vestibular de medicina, morava de favor num quartinho e trabalhava para manter-se. Formou-se e resolveu dedicar-se à cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior especialista mundial na área. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma carta da Dra. Sommerville. Em Londres era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês jeca.

Ganhou o respeito geral quando acertou um diagnóstico difícil numa escocesa, após examiná-la por oito horas seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o meu", lembra divertida.

Adriane está rica mas não confia em ninguém, salvo na mãe. Nem nos amigos.

Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas. Não tenho motorista,nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair. Eu confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu vou usá-las também. É uma troca."

De Londres, Rosa Célia ia direto para Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida para a Meca da cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando ao Rio. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu consultório, mas todos os anos viaja para estudar.Passa pelo menos um mês no Children's Hospital em Boston, trabalhando 12 horas por dia.

"Você gosta de dinheiro (Adriane) ??" "Adoro dinheiro e detesto hipocrisia.

Gasto, gosto de gastar, gosto de não fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro que ganhei eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. Mas faço minhas campanhas beneficentes."

Rosa chefia um centro sofisticadíssimo, a cardiologia pediátrica do Pró-Cardíaco. Lá são tratados casos limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu, fala com amigos, empresários. O Projeto Pró-Criança já atendeu mais de 500, e 120 foram operadas. "Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha e alagoana. Eu fiz."

Voltemos a Adriane e esbarraremos, brutalmente, na frustração: "Já tive vontade de viajar e não podia. Queria ter carro e não tinha. Eu queria ter feito faculdade e não tive dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta de contar para os amigos essas histórias que todo o mundo tem, do tempo da faculdade".

Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria-prima dos órgãos de imprensa. Mas qual é o mais valorizado pela mídia hoje em dia?

É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andem fazendo, mas a mídia não deve limitar-se a refletir e a conformar-se com a mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido, estaríamos melhor servidos se houvesse mais Rosa Célias nos jornais, nas revistas e TVs que nos cercam. Voltando ao Castelo de Caras, as belas Adrianes, Narcisas, Lucianas, Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um espelho mágico...

Se for mesmo mágico dirá que Rosa Célia é mais bela do que todas vocês."

ARNALDO JABOR

Escrito por Cibelli em Quarta-feira, 26 Março 2008
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Sexta-feira, 28 Março 2008
Ontem enquanto navegava pela internet li a notícia de que a Xuxa completou 45 anos. Aproveitei a data e uma cena que vejo todos os dias na minha casa para refletir sobre sobre o PODER INDISCUTÍVEL que alguns PRODUTOS DA MÍDIA possuem!! O tempo passou.. mas o encantamento ainda continua entre a nova geração...rsrsrsrs... Vamos ao vídeo.. um pouco de entretenimento nesse blog!!!

Escrito por Cibelli em Sexta-feira, 28 Março 2008
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Seminário!!!!



Faço parte daquele graaaaandre grupo de 3 pessoas que analizará o livro "A MÍDIA NAS ELEIÇÕES DE 2006". Somos poucas mas faremos um seminário bem interessante. Ainda estou no início do livro, mas, por tratar de política, tenho certeza que vou gostar!
Abaixo está o texto de orelha da publicação para que todos possam conhecer!!

Texto de orelha

Para vários estudiosos, a grave crise política de 2005 e as eleições presidenciais de 2006 marcam uma ruptura na relação histórica existente entre a grande mídia e a política eleitoral no Brasil. Nas comemorações populares após o segundo turno das eleições de 2006, surgiram faixas nas ruas com os dizeres “O povo venceu a mídia” e há avaliações sérias que consideram a grande mídia como a principal derrotada no processo eleitoral.

Ao contrário de outras eleições, há um relativo consenso entre jornalistas e pesquisadores, acadêmicos ou não, de que em 2006 o candidato eleito não foi o preferido pelos principais grupos de mídia do país.

A mídia nas eleições de 2006 é uma tentativa de capturar o significado mais amplo das eleições presidenciais, analisando o papel da mídia no processo eleitoral e registrando os resultados do acompanhamento da cobertura jornalística realizada por diferentes instituições.

Para realizar este objetivo, o livro reúne 16 autores em torno de três questões fundamentais: como foi a cobertura das eleições na mídia?, qual foi o papel da mídia? e o que é necessário fazer? para mudar o quadro atual.

As respostas obtidas indicam que o processo eleitoral brasileiro de 2006 será lembrado e estudado, entre outras características, por ter sido aquele em que houve forte desequilíbrio na cobertura jornalística dos principais candidatos à presidência da República, verificado por instituições independentes de pesquisa; por haver prevalecido uma atitude de hostilidade ao candidato Lula entre os jornalistas da grande mídia; por um descolamento entre a opinião dominante na mídia e a opinião da maioria dos eleitores; pelo sensível aumento da importância de sites e blogs no debate eleitoral; pela entrada da mídia na agenda pública de discussão; pela colocação da credibilidade da grande mídia em questão e pela crescente organização da sociedade civil provocando a emergência de uma série de novas mediações que diminuíram o poder de influência direta da grande mídia sobre boa parte dos eleitores.

Acreditamos que este livro ajuda a compreender alguns momentos decisivos da relação da mídia com o processo eleitoral de 2006, além de também buscar contribuir no encaminhamento de possíveis soluções para se avançar democraticamente nesta relação.
Escrito por Cibelli em Sexta-feira, 28 Março 2008
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Espaço no qual vamos discutir e analisar a disciplina do curso de pós-graduação da Faculdade Casper Líbero - MÍDIA E PODER.
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